segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Arquivos de 2007 - VII

03/10/2007

Sinto uma nova sensibilidade. Sinto que consigo interagir com a energia do outro e até captar, algumas vezes, seus sentimentos. Me comovo muito fácil com os fatos a minha volta, com a tristeza, os problemas, a cegueira de alguém.
Sinto também minha intuição aflorada. No Reiki que eu apliquei em M*, eu fiz coisas que só depois de ter lido Tobias entendi. Quando converso com os outros me vem insights do que dizer, do que fazer: "segure a mão dele", "coloque aquela música" e eu faço.
Eu digo para mim: "Eu Sou na minha Vontade Divina"e então eu deixo acontecer. Percebi que isso é a linguagem do Ah, que antes de ler sobre ela, eu já me comunicava, só é preciso aperfeiçoar. Espero novas mudanças nos meu sentidos.
Ontem eu sonhei que caminhava por uma longa estrada e me lembrei de Tobias brincando com Rafael...
Há alguns dias atrás minha mãe canalizou e me disse algo muito importante: que eu me apegava a um padrão da velha energia e acreditava no "período da solidão", que eu precisava me "purificar"e "sofrer", mas que isso não existe, que eu preciso liberar essa energia.

domingo, 16 de agosto de 2009

Arquivos de 2007 - VI - O Salto Quântico

20/09/2007

O salto quântico aconteceu no dia 18 e eu me esqueci.

Me sinto tão sozinha...

Sinto que vivo uma longa espera; uma espera que não tem fim.

Espero por que? Por quem? Espero o que?

Me sinto vazia...murcha...seca...

O que acontece? Não tenho tido sonhos; não tenho feito as leituras de Tobias.

Por que tanta desesperança e tristeza? Quando isso vai passar? Será que um dia vai passar?

30/09/2007

É necessário aprender e celebrar as mudanças.

Aprender a lidar de uma maneira melhor com os momentos de tristeza e solidão que as vezes se manifestam.

A nova energia trouxe consigo inquietações, sentimento de vazio e dores generalizadas no corpo, e foi apropriado.

É a mudança do velho para o novo.

Eu agradeço. Eu agradeço a mim mesma.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Arquivos de 2007 - V

15/07/2007

Pensei que podia escrever hoje o sucedido na segunda-feira (dia 13) mas acho que nao estou preparada ainda para descrever fielmente...
Muito bonito as minhas cartas. Demonstram justamente o que eu estou passando. O propósito da vida que eu vou encontrar interiormente. Essa minha jornada ao interior de mim mesma, onde a minha divindade e o segredo de Tudo Que É se encerra. A busca da minha verdade, Da verdade. Abro a janela da minha alma e meu olho se volta ao Espírito. Assim meu Eu Divino desperta. O feminino divino está muito presente em mim, a energia da Mãe, a energia de Maria. Entro em contato com meu eu superior, meus ouvidos cósmicos me permitem escutar suas sábias palavras, a conexão se estreita cada vez mais. Eu vivo no momento divino. E com isso, as mudanças ocorrem, as coisas chegam até mim. Inúmeras oportunidades de crescimento que nunca cessam, e eu abençoo tudo isso.

Momento divino:

"Quando cada dia é sagrado,
Quando cada hora é sagrada,
Quando cada instante é sagrado,
A terra e você,
O céu e você
Pleno e sagrado por todo o tempo
Você alcançará os campos de luz."

23/08/2007

Muito tempo se passou... O momento culminante do processo acabou. Agora em diante não haverá mais dor e sofrimento.
Sinto-me muito mais conectada comigo mesma, como se eu estivesse radiante, me aceito com uma certeza que nunca tinha sentido antes; como um verso que sempre ecoa na minha cabeça: "não imporei mais condições para amar a mim mesma". O amor incondicional tem que ser dirigido primeiramente a mim, é claro! Essa busca de querer amar incondicionalmente os outros, estava me fazendo esquecer de mim. Mas sou eu que sou a prioridade!
Eu ando pelas ruas e sinto a conexão, o vento sopra meu cabelo e eu sinto a conexão, o sol esquenta a minha face e eu sinto a conexão... e eu canto and I think to myself : what a wonderful world... !!!
Segundo a canalização de L*, a uns dias atrás, eu estou passando por um processo de acoplamento de energias e por isso eu posso me sentir um tanto sozinha nesse período...
O canal também disse que o que eu passei foi um resgate de um elo perdido (minha vida com Sananda), e toda dor, sofrimento, desolação e vazio que eu senti foi decorrente disso.
Bem, eu estou mais em paz. Vejo coisas lindas na minha frente. Sou feliz apenas por ser, por existir, por estar aqui na Terra como um humano, experienciando todas essas coisas maravilhosas.
Vou mergulhar mais em mim mesma. Descobrir mais de mim. Me apaixonar ainda mais por mim e agradecer, honrar e celebrar, e estar feliz por estar compartilhando toda essa minha aventura com Shaumbra; porque, querida família, vocês seguram as minhas mãos e eu nunca, nunca, estou só.
Obrigada!

sábado, 8 de agosto de 2009

Arquivos de 2007 - IV

13/08/2007
Hoje acordei com o rosto mais inchado ainda, e o olho também, o dente continua sensível a qualquer toque, mas o lábio superior desinchou um pouco. Sinto um vazio no estômago, dor no olho e no nariz.
O desafio continua... Ontem me sentia serena, hoje tento não me render ao desespero, me sinto sozinha mais uma vez. Dúvidas e preocupações persistem e se agravaram mais devido a desconfiança da minha mãe. Em sua preocupação, ele acredita que o talvéz o que eu esteja passando não seja parte do processo espiritual, e sim resultado de um nervo inflamado. Quando mais preciso de apoio me viram as costas. Isso também deve ser apropriado, pois devo ter confiança em mim e no Espírito apesar da opinião dos outros.
Por Deus! O que eu estou passando tem que ser algo além de um mero nervo inflamado. tem que ter um significado por trás, com certeza. Deve ser minha mudança biológica acontecendo.
Tanta dor e sofrimento por nada... não, não, querido espírito, um sinal! por favor um sinal de que eu estou certa, de que eu estou passando por uma transformação e que devo confiar.
Eu libero o medo!
Eu libero o medo!
Eu libero o medo!

Foi nesse dia a noite que eu tive uma grande epifania, uma memória, um resgate de um elo perdido de mim mesma, meu perdão, a aceitação de mim mesma que eu sempre ansiava, não sei muito bem como colocar isso em palavras...

Depois dessa grande vivência a dor parou e o meu corpo começou seu processo de cura.

O que eu posso dizer é que ainda hoje essa experiência ainda é muito forte e viva em mim.

Daí para frente as coisas começaram a serem mais claras para mim, eu finalmente comecei a sentir o que significa aceitação.

Arquivos de 2007 - III


"Aceite seu eu humano e conhecerá seu eu divino."

"Aceitar seu eu humano significa liberar aquilo a que se agarra; é liberar as amarras."

"Aceitar tudo o que se fez incondicionalmente, na forma de um perdão total do eu."

"É necessário confiar em mim mesmo para prover o momento divino."

"Muito das dores que estão sentindo em seu corpo físico estão diretamente relacionadas a manutenção de velhos sistemas de crenças que não lhes servem mais."
(Esses trechos foram retirados da lição número 2 da série dos criadores, eu os tinha copiados em meu caderno.)

Como essa lição mexeu comigo. Parece que mergulhou fundo na minha alma, nas minhas células, e trouxe muitas sensações, me deixou perturbada.
Foi a partir daí que eu vivenciei a minha primeira grande liberação que se manifestou tanto de uma forma física, através de terrível uma dor de dente, e de uma depressão muito grande, de um sentimento profundo de abandono que eu nunca tinha conhecido antes, a minha vontade era de "voltar para casa", mesmo não entendendo muito bem o que isso significava.
Depois do primeiro dia (o processo todo durou 4 dias) no qual eu entrei em colapso, e pensei mesmo que era minha hora de ir pra o outro lado do véu, eu aceitei.
Eu comecei a enxegar tudo o que estava me acontecendo como parte do meu processo de liberação e permiti que ele acontecesse, não procurei médicos, nem tomei medicamentos.
Com o passar dos dias, quando tudo indicava que as coisas estavam piorando e as pessoas ao meu redor, começaram a duvidar e a tentar me convencer que o que me passava poderia ser perigoso, etc, e que eu precisava ir para o hospital, foi ainda mais desafiante.
Eu queria confiar em mim mesma, dentro de mim algo gritava que tudo aquilo era passageiro, que eu tinha que confiar, que tudo estava bem. E foi com essa coragem que eu me permiti experienciar plenamente essa liberação.
O que me passou foi muito sofrido, e eu acredito que eu precisava passar por isso corporealmente, para entender, para lembrar, para ter mais empatia, e finalmente para sentir que, no final das contas, não é preciso haver sofrimento para mudar, para transmutar.
Foi muito forte.
Foi muito intenso.
Foi quando eu comecei a lembrar.

12/08/2007

Desde ontem a noite estou mais tranquila. O desespero e a dor alucinante já passou. Ainda dói, mas é uma dor devagar. Apesar de ter acordado com o lado da face direita inchada e a boca, não entrei em pânico, quero dizer, não continuei no pânico, respirei fundo e aceitei. (!)
O fato de minha mãe ter vindo para ficar ao meu lado me deu conforto e segurança maior e me ajudou a serenar. Ao menos a tristeza profunda, o sentimento de abandono e a saudade corrosiva de voltar para casa também amainaram.
Agora eu tento ficar no meu momento divino, toda vez que as preocupações e o medo do futuro vêm, eu me concentro e tento passar através desses pensamentos e permanecer tranquila. Eu canto uma música para mim. Eu foco no me corpo ( tomo consciência das minhas mãos, pés, pernas, braços...), eu agradeço, eu honro, eu celebro e eu aceito, e eu digo "eu libero minhas amarras"; "eu libero meus velhos padrões de crenças"; "eu libero o medo".
Eu nunca tinha me sentido tão atemorizada antes. Medo de tudo e de nada. A essência do medo. Sei lá. Medo de sofrer, das consequências, de ... Basta! Nada de se concentrar nos medos, Lara!
O meu corpo continua me surpreendendo, além da dor de dente e do inchaço, os músculos da minha perna doem e me sinto enjoada, fraca e exausta, mas serena apesar de tudo.
Tento pensar com meu coração ao invéz de me martirizar com "porques", "como", "quandos". Se foi esse o processo de liberação que eu escolhi para mim, é porque ele me é apropriado, a final, as coisas nem sempre são o que parecem ser.
Mesmo se eu não sinto a conexão e a resposta do Espírito, sei que sou amada e que nunca estou sozinha. Há olhos em mim, sorrisos para mim e mãos estendidas para mim. Eu sou Deus.
O forno da graça está sempre cozinhando!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Inicio do Caderno Azul - Prólogo


Ok.

(respiração profunda)

Antes de mais nada preciso dizer sobre como vem sendo minha experiência em publicar esses meus diários, e de que, desde o meu último post, de como essas energias chegaram até mim para me revisitar, para serem olhadas novamente e para ouvir mais uma vez: sim, eu aceito.

O Caderno Verde não é agradável, disso eu sempre soube.

Sim, há muito drama nele; sim, há muitas dúvidas, sofrimentos, e inquietações e eu reconheço isso.

Foi difícil?

Foi.

Mas foi a minha escolha.

Foi o modo como Eu Escolhi passar pelo meu processo.

Eu poderia ter feito de uma maneira fácil?

Não Importa.

O que importa é que eu amo minhas experiências, amo minha história, por mais dramática que ela possa parecer para mim hoje.

O que importa é que foram através dessas experiências que eu transmutei, que eu me transformei e aprendi.

O que o Cadeno Verde trás é intenso, é sofrido, mais é de uma beleza muito grande para mim, porque esses foram meus primeiros diálogos comigo mesma, e quando o ser humano está estremamente desconcectado consigo mesmo, quando ele se vê pequeno, impotente e desmerecedor parece que é necessário um esforço hercúleo para encontrar o caminho de volta para casa, para se entregar a si mesmo. E foi assim para mim.

Até eu compreender e sentir a simplicidade passaram-se muitas lutas internas e digo que há ainda lutas em mim, mas o diferente é que eu as reconheço e as libero porque sei que não há lutas no simples.

O Caderno Verde mostrou o meu despertar. Cada Shaumbra experiencia o seu despertar de uma maneira única e especial, como foi o meu? Bem, eu entrei numa puta depressão e resolvi que tava na hora de mudar. Foi assim. E como isso se deu? Eu comecei a me Escutar. Eu comecei a ao invéz de encobrir, mascarar e fugir do que eu sentia, do que acontecia dentro de mim, eu resolvi parar e ouvir. Eu comecei a questionar. Questionar tudo aquilo que eu considerava como certo. E mais, eu dei voz a esses sentimentos, a esses questionamentos e as mudanças começaram a acontecer.

Sim, foi denso, mas foi e é parte de mim, e eu aceito tudo o que eu vivi porque eu me permito, porque eu quero aceitar cada parte minha.



Ok.

Dito isso, eu preciso dizer que o Caderno Azul começa de uma forma muito difícil também, pois conta o relato de minha primeira grande e intensa experiência de transmutação de energia, na qual eu pensei em "ïr embora", leia-se, eu realmente considerei bem de perto a possibilidade da morte. Isso aconteceu da seguinte forma:

No meu último post eu relatei que depois do meu pedido de ajuda, o material de Tobias chegou até as minhas mãos. A primeira série eu li muito rápido; quando eu cheguei na segunda Lição da segunda série, Os Criadores, eu vivi algo muito intenso e passei por uma grande liberação que se manifestou fisicamente em meu corpo.

Eu passei, durante três dias por uma dor de dente arrasadora e sem explicação, não há um motivo médico, científico para o que me aconteceu. E é isso que eu começo relatando em meu caderno.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Arquivos de 2007 II - Final do Caderno Verde

06/2007

Convoco minha presença Eu Sou, Deus em mim.
Convoco os mestres.
Convoco a Família.
Eis aqui uma declaração e um pedido de ajuda energizado pela força da intenção:
Que os véus caiam!
Que eu consiga enxergar o que há de oculto e obscuro.
Que a sabedoria infinita que eu possuo chegue a supeficie.
Me mostrem o caminho.
Me respondam o que devo fazer.
Eu quero estar no meu lugar doce.

Resposta: Tobias

Um mês depois o material de Tobias chegou as minhas mãos, um novo ciclo se iniciou.